Siga-nos no Facebook

  • w-facebook

Copyright ©: Los autores

                            Reconocimiento – NoComercial – SinObraDerivada (by-nc-nd)

Este documento está sujeto a una licencia de uso Creative Commons 

Atlas de Anatomia Veterinária

Músculos do membro torácico

Músculos intrínsecos do membro torácico

Índice de imagens

    Os músculos intrínsecos estão dispostos unindo diferentes segmentos do esqueleto do membro. Atuam ativando as articulações e mobilizando as partes das extremidades. Participam, portanto, na locomoção do animal, embora seja necessário ter em mente que esta função é relativamente secundária, pois a propulsão do tronco é realizada principalmente pelos membros pélvicos.
    Alguns músculos do grupo, por outro lado, desempenham um papel importante quando o animal está em estação, com os membros apoiados no solo, visto que fixam as articulações e contribuem, para o suporte e amortecimento do peso corporal. Nesse aspecto, esta função possui maior relevância no membro torácico que no membro pélvico, devido a maior proximidade do centro gravitacional do corpo aos membros torácicos. Os músculos envolvidos na manutenção dos ângulos articulares (infraespinhal, subescapular, bíceps braquial, tríceps braquial, flexores dos dedos, interósseos) são geralmente potentes e relativamente tendíneos.
    Finalmente, alguns dos músculos intrínsecos, como no caso dos músculos pronadores e supinadores, ou dos músculos próprios dos dedos, estão envolvidos na execução de atividades mais especializadas que em certas situações são de particular importância nos carnívoros (arranhar, escavar, tocar em objetos etc.).
    Os músculos intrínsecos podem ser classificados, de acordo com sua posição e função, em quatro grandes grupos: músculos da articulação do ombro, músculos da articulação do cotovelo, músculos do antebraço e músculos da mão. Dentro dos músculos do antebraço se incluem os músculos pronadores e supinadores e os músculos que agem sobre o carpo e os dedos.

Músculos da articulação do ombro

    Originam-se na escápula, que cobrem quase inteiramente, e se inserem na extremidade proximal do úmero. Considera-se um grupo lateral, cujos componentes estão situados lateralmente a articulação, e um grupo medial, disposto medialmente.

Grupo lateral

M. supraespinhal (Figuras 3.43.53.7, 3.83.9, 3.113.14)
    Origina-se na fossa supraespinhal da escápula, a qual cobre e atravessa cranialmente, e se insere no tubérculo maior do úmero.
    Função: Estende o ombro. Fixa a articulação contribuindo no sustento do peso do tronco.
    Inervação: Nervo supraescapular.

M. infraespinhal (Figuras 3.73.113.15)
    Origina-se na fossa infraespinhal da escápula, a qual cobre e atravessa caudalmente, e se insere lateralmente no úmero, na região distal ao tubérculo maior. A aponeurose de origem do músculo deltoide, que reveste boa parte do m. infraespinhal, também serve de origem.
    Função: Pode atuar como extensor ou flexor do ombro, dependendo da posição da articulação ao contrair o músculo. Além disso, fixa a articulação e atua como ligamento colateral lateral da mesma (a articulação do ombro necessita de ligamentos extrínsecos). É abdutor do braço.
    Inervação: Nervo supraescapular.

M. deltoide (Figuras 3.13.53.73.10)
    É formado por duas cabeças denominadas, em função do seu lugar de origem, parte escapular e parte acromial. A parte escapular do músculo possui origem aponeurótica na espinha da escápula. A parte acromial se origina no acrômio. Ambas as porções se inserem comumente a tuberosidade deltoide do úmero.
    Função: Percorrendo caudolateralmente a articulação do ombro, atua como flexor da articulação e abdutor do braço.
    Inervação: Nervo axilar.


M. redondo menor (Figuras 3.113.15).
    Revestido completamente pelo músculo deltoide se dispõe, assim como este, caudolateralmente a articulação do ombro. Origina-se no terço distal da borda caudal da escápula e se insere na parte proximal da linha tricipital do úmero.
    Função: Flexor do ombro.
    Inervação: Nervo axilar.

Grupo medial

M. subescapular (Figuras 3.123.133.14)
    Origina-se na fossa subescapular, que cobre completamente, e se insere na parte caudal do tubérculo menor do úmero.
    Função: Pode atuar como extensor ou flexor do ombro, dependendo da posição inicial da articulação ao contrair o músculo. É ainda adutor do braço. E serve, também, como ligamento colateral medial da articulação do ombro.
    Inervação: Nervo subescapular.


M. coracobraquial (Figuras 3.93.13, 3.14, 3.18, 3.19, 3.20)
    Origina-se, por um longo tendão, no processo coracoide da escápula. Sua inserção ocorre no quarto proximal do lado medial do úmero.
    Função: Pode atuar como extensor ou flexor do ombro, dependendo da posição inicial da articulação ao contrair o músculo. É também adutor do braço.
    Inervação: Nervo musculocutâneo.

M. redondo maior (Figuras 3.123.13, 3.143.15, 3.18).
    Origina-se na parte proximal da borda caudal da escápula e se insere, juntamente com o músculo grande dorsal, na tuberosidade do redondo maior do úmero.
    Função: Ao discorrer caudomedialmente a articulação do ombro atua como flexor da articulação e, também, como adutor do braço.

Músculos da articulação do cotovelo

    Os músculos do cotovelo estão organizados rodeando o úmero quase completamente. Originam-se no próprio úmero, e alguns deles na escápula, e se inserem nas partes proximais da ulna e rádio. Consideram-se um grupo cranial, cujos componentes se estendem cranialmente a articulação do cotovelo e atuam como flexores da mesma, e um grupo caudal, cujos elementos passam caudalmente a articulação e são, portanto extensores.


Grupo cranial

M. braquial (Figuras 3.73.103.16, 3.173.25)
    Origina-se na face caudal do úmero, na região situada abaixo do colo do osso. O ventre muscular se dispõe ao longo do sulco do músculo braquial do úmero, de forma que vai, sucessivamente, se ligando com a face lateral e cranial do osso. Finalmente, o músculo braquial termina se inserindo ao lado do músculo bíceps braquial na tuberosidade radial e na região adjacente da ulna.
    Função: É um flexor do cotovelo.
    Inervação: Nervo musculocutâneo.

M. bíceps braquial (Figuras 3.133.143.183.19, 3.203.233.37)
    Origina-se no tubérculo supraglenoide da escápula. Após atravessar o sulco intertubercular e cobrir crâniomedialmente o corpo do úmero, o músculo termina se inserindo ao longo do músculo braquial, na tuberosidade radial e na região adjacente da ulna (ao lado do processo coronoide medial).
    Função: Flexiona o cotovelo. Também é extensor e fixador do ombro.
    Inervação: Nervo musculocutâneo.

Grupo caudal

M. tríceps braquial (Figuras 3.13.73.12, 3.51)
    Esse músculo é o mais potente e volumoso dos músculos intrínsecos do membro, preenche completamente o espaço triangular delimitado pela borda caudal da escápula, a face caudal do úmero e o olécrano. Possui quatro cabeças: longa, lateral, medial e acessória, que se inserem juntamente na tuberosidade do olécrano.

  • Cabeça longa (Figuras 3.11, 3.163.213.233.24). É, de longe, a maior e mais potente das quatro cabeças. Origina-se na borda caudal da escápula.

  • Cabeça lateral (Figuras 3.213.22). Origina-se na linha tricipital do úmero.

  • Cabeça medial (Figuras 3.233.243.37). Origina-se no terço proximal da face medial do úmero.

  • Cabeça acessória (Figuras 3.113.16). Origina-se no colo do úmero; seu ventre está rodeado pela outras três cabeças do tríceps.

    Função: Estende e fixa o cotovelo. A cabeça longa, também, contribui na flexão do ombro. 
    Inervação: Nervo radial.


M. ancôneo (Figuras 3.173.203.213.223.25)
    Esse pequeno músculo, revestido quase completamente pela cabeça lateral do músculo tríceps braquial, origina-se na crista supracondilar lateral do úmero e se insere na face lateral do olécrano.
    Função: Estende o cotovelo
    Inervação: Nervo radial.

M. tensor da fáscia do antebraço (Figuras 3.123.133.37)
    É a faixa muscular delgada que se origina na fáscia que reveste medialmente o músculo grande dorsal e se insere na face medial do olécrano e na fáscia do antebraço. É muito superficial e cobre parcialmente a face medial da cabeça longa do m. tríceps braquial.
    Função: Estende o cotovelo e tensiona a fáscia do antebraço.
    Inervação: Nervo radial.


Músculos supinadores e pronadores do antebraço

    Este grupo de músculos atua sobre as articulações radioulnares proximal e distal, permitindo movimentos de rotação externa e interna do rádio em torno da ulna. Existem dois músculos supinadores (M. braquiorradial e m. supinador) e dois músculos pronadores (M. pronador redondo e m. pronador quadrado). Os primeiros estão dispostos na face cranial do antebraço. Os segundos o fazem caudomedialmente.

M. braquiorradial (Figuras 3.223.26)
    É um músculo inconstante (está presente em um de cada três cães) que possui a forma de feixe longo e delgado disposto superficialmente sobre o músculo extensor carpo radial. Origina-se na crista supracondilar lateral do úmero e se insere no terço distal da face medial do rádio.
    Função: É um rotador externo do rádio (e da mão, que se move juntamente com o rádio).
    Inervação: Nervo radial.

M. supinador (Figuras 3.273.28)
    Origina-se no epicôndilo lateral do úmero e se insere na borda medial do rádio, ao nível do quarto proximal. Encontra-se revestido pelo grupo de músculos extensores do carpo e dos dedos.
    Função: É um rotador externo do rádio (e da mão, que se move juntamente com o rádio).
    Inervação: Nervo radial.

M. pronador redondo (Figuras 3.263.273.283.373.383.44)
    Origina-se no epicôndilo medial do úmero e se insere na borda medial do rádio, mais distalmente que o músculo supinador. É um músculo superficial, disposto cranialmente ao grupo de músculos flexores do carpo e dos dedos.
    Função: É um rotador interno do rádio (e da mão, que se move juntamente com o rádio).
    Inervação: Nervo mediano.

M. pronador quadrado (Figuras 3.443.453.48)
    Esse músculo profundo, que está revestido pelo grupo de músculos flexores do carpo e dos dedos, se dispõe cobrindo medialmente o espaço interósseo do antebraço. Suas fibras unem a ulna e o rádio perpendicularmente ao eixo longo dos ossos.
    Função: É um rotador interno do rádio (e da mão, que se move juntamente com o rádio).
    Inervação: Nervo mediano.

Músculos que atuam sobre o carpo e os dedos

    Compõem um conjunto de músculos que se originam, na maior parte dos casos, na parte distal do úmero. Seus ventres, que são alongados, delgados e fusiformes, cobrem os ossos do antebraço. Seus longos tendões, que se alojam em sulcos atravessando as regiões distais do antebraço e do carpo e se encontram fixados por meio de retináculos, se inserem aos ossos do carpo, nos metacarpos e nas falanges. Dividem-se, funcionalmente e topograficamente, em dois grupos: extensores e flexores.


Grupo extensor (Figuras 3.223.29)
    Os músculos do grupo extensor se originam, quase todos, na região do epicôndilo lateral do úmero, seus ventres se dispõem crâniolateralmente no antebraço, estendem o carpo e as articulações digitais e são inervados pelo nervo radial.

M. extensor carpo radial (Figuras 3.173.223.263.293.303.343.36, 3.52)
    É o mais cranial e maior do grupo. Origina-se na crista supracondilar lateral do úmero e se insere na extremidade proximal dos metacarpos II e III.
    Função: Estende e fixa o carpo. Contribui na flexão do cotovelo.
    Inervação: Nervo radial.

M. extensor digital comum (Figuras 3.173.223.293.303.313.34)
    Origina-se no epicôndilo lateral do úmero. Seu ventre muscular dá origem a quatro longos tendões, que já estão evidentemente separados ao passarem sobre a face dorsal do carpo, e que terminam se inserindo na falange distal dos dedos II, III, IV e V (na parte dorsal da crista unguicular). Passando sobre a face dorsal da articulação metacarpofalangeana, cada um dos tendões se desliza sobre um osso sesamoide dorsal (Figuras 3.32
3.33).
    Função: Estende o carpo e as articulações dos quatro dedos principais.
    Inervação: Nervo radial.

M. extensor digital lateral (Figuras 3.17, 3.223.293.303.313.34)
    Origina-se no epicôndilo lateral do úmero e no ligamento colateral lateral do cotovelo. Origina três tendões, que começam a divergir ao nível da face dorsal do carpo e que, na falange proximal, se unem aos tendões correspondentes do músculo extensor digital comum para terminar se inserindo juntamente na falange distal dos dedos mais laterais (III, IV e V).
    Função: Estende o carpo e as articulações dos três dedos mais laterais.
    Inervação: Nervo radial.


M. extensor carpo ulnar (Figuras 3.17, 3.223.293.303.313.343.35)
    É o músculo mais caudal do grupo. Origina-se no epicôndilo lateral do úmero e se insere na parte proximal do metacarpo V e no osso acessório do carpo.
    Função: Devido a sua posição ambígua em relação ao eixo de rotação da articulação do carpo, pode atuar como extensor ou flexor do carpo. Além disso, disposto lateralmente, serve também como abdutor da mão.
    Inervação: Nervo radial.


M. abdutor longo do dedo I (Figuras 3.27, 3.293.313.343.353.36)
    Esse músculo, cujo ventre tem formato triangular e está coberto pelos extensores digitais, origina-se na membrana interóssea do antebraço e nas faces laterais do rádio e da ulna. Seu tendão de inserção se dirige obliquamente até a face medial do carpo, atravessa o tendão do m. extensor carpo radial, e termina na base do metacarpo I. Próximo ao local de inserção do tendão existe um osso sesamoide.
    Função: É extensor e separador do dedo I. Atua também como adutor da mão.
    Inervação: Nervo radial.

M. extensor dos dedos I e II (Figuras 3.273.343.353.36)
    Seu ventre, alongado e muito delgado, se encontra coberto pelos outros extensores digitais. Origina-se no terço médio da ulna e termina, por meio de um tendão duplo, na extremidade distal do metacarpo I e se unindo ao tendão para o dedo II do músculo extensor digital comum (ao nível da articulação metacarpofalangeana).
    Função: Estende os dedos I e II.
    Inervação: Nervo radial.


Grupo flexor (Figuras 3.373.383.393.43)

    Os músculos do grupo flexor se originam, quase todos, na região do epicôndilo medial do úmero, seus ventres se dispõem caudalmente ao antebraço, flexionam o carpo e as articulações digitais e são inervados pelos nervos mediano e ulnar.

M. flexor carpo radial (Figuras 3.373.383.39)
    Bastante superficial, seu ventre se situa caudalmente ao músculo pronador redondo. Origina-se no epicôndilo medial do úmero e se insere na base dos metacarpos II e III.
    Função: Flexiona o carpo.
    Inervação: Nervo mediano.

M. flexor digital superficial (Figuras 3.323.33, 3.37, 3.383.393.403.413.423.43)
    É um músculo potente que, como a maior parte do grupo, origina-se no epicôndilo medial do úmero. Dispõe-se superficialmente no antebraço entre os ventres do músculo flexor carpo radial e flexor carpo ulnar. Seu tendão, que atravessa a face palmar do carpo externamente ao retináculo flexor, se divide na região metacarpiana em quatro tendões que finalizam se inserindo na face palmar da falange média dos dedos II, III, IV e V. Na articulação metacarpofalangeana, cada um dos quatro tendões forma uma bainha (manica flexoria ou manguito flexor) (Figura 3.33) em torno do tendão correspondente do músculo flexor digital profundo; além do manguito flexor, os tendões profundos atravessam ou perfuram os tendões superficiais e continuar até sua inserção na falange distal.
    Função: É flexor do carpo e das articulações dos dedos II, III, IV e V. Contribue para a fixação das articulações metacarpofalangeanas, e portanto, no suporte no peso do animal.
    Inervação: Nervo mediano.
 
M. flexor carpo ulnar (Figuras 3.37
3.40, 3.43)
    Esse músculo, que é o mais caudal do grupo, é formado por duas cabeças (umeral e ulnar) praticamente independentes ao longo de todo seu comprimento, que se inserem no osso acessório do carpo.

  • Cabeça umeral (Figura 3.43). É a mais volumosa e está parcialmente revestida pela cabeça ulnar; origina-se no epicôndilo medial do úmero.

  • Cabeça ulnar (Figura 3.373.43).  Muito delgada, se origina nas faces medial e caudal do olécrano. 

    Função: Flexiona o carpo e realiza a abdução da mão.
    Inervação: Nervo ulnar.

M. flexor digital profundo (Figuras 3.32, 3.33, 3.37, 3.38, 3.39, 3.42, 3.46, 3.47, 3.48)
    Esse músculo, é o mais potente e profundo do grupo, se encontra revestido em grande parte pelos outros três músculos flexores. Apresenta três cabeças: umeral, radial e ulnar.

  • Cabeça umeral (Figuras 3.39, 3.45). É a mais volumosa das três e se encontra parcialmente dividida em três ventres. Origina-se no epicôndilo medial do úmero. 

  • Cabeça radial (Figuras 3.44, 3.45). Origina-se na borda medial do rádio, na região do terço médio.

  • Cabeça ulnar (Figuras 3.44, 3.45). Origina-se na face medial do olécrano e do corpo da ulna.

    As três cabeças se unem na parte distal do antebraço. O tendão comum resultante cruza a face palmar do carpo, dentro do canal do carpo revestido pelo retináculo flexor (Figura 3.53), e se divide na região metacárpica em cinco tendões. Cada um dos tendões termina se inserindo no tubérculo flexor da falange distal de cada um dos cinco dedos.  
    Função: É flexor do carpo e das articulações digitais dos cinco dedos. Contribui na fixação das articulações metacarpofalangeanas, e, portanto, no suporte do peso do animal.
    Inervação: Nervos mediano e ulnar.


Músculos da mão

    A face palmar da mão contém um grupo particular de músculos cujos ventres estão situados na região metacárpica. Sua atuação complementa a ação dos músculos extensores e flexores dos dedos situados na região do antebraço, cujos tendões percorrem a face dorsal e palmar da mão. Os músculos da mão podem ser classificados em dois grupos: músculos comuns, que atuam sobre o conjunto dos dedos, e os músculos próprios, que exercem sua função em dedos individuais (especificamente, os dedos I, II e V).

Músculos comuns

M. interflexor (Figura 3.47)
    É um músculo rudimentar que está situado no nível carpo/metacarpo entre os tendões dos músculos flexor digital superficial e flexor digital profundo. É inervado pelo nervo mediano.

Mm. lumbricais (Figuras 3.32, 3.47, 3.48)
    São três pequenos músculos que, originam-se, nos tendões do músculo flexor digital profundo, terminando na falange proximal dos dedos III, IV e V. Contribuem na flexão dos dedos e são inervados pelo nervo ulnar.

Mm. interósseos (Figuras 3.32, 3.33, 3.423.49, 3.50, 3.54)
    Os quatro músculos interósseos, que se originam na fibrocartilagem palmar do carpo e na extremidade proximal dos quatro metacarpos maiores (II, III, IV e V), estão dispostos entre os tendões do músculo flexor digital profundo e a face palmar da articulação metacarpofalangeana. De cada osso sesamoide um tendão continua distalmente até a face dorsal do dedo, onde finaliza se fusionando com o tendão do músculo extensor digital comum (Figuras 3.32, 3.33
).
    Função: Flexionam e fixam as articulações metacarpofalangeanas.
    Inervação: Nervo ulnar.

Músculos próprios dos dedos

Músculos próprios do dedo I (Figura 3.50)
    O dedo I possui três músculos próprios (M. flexor curto do dedo I, m. separador curto do dedo I e m. adutor do dedo I) pouco desenvolvidos. Os três se originam na face palmar do carpo e se inserem na falange proximal. São inervados pelo nervo ulnar.

Músculos próprios do dedo II (Figura 3.50)
    O músculo adutor do dedo II, que está disposto entre a face palmar do carpo e a falange proximal, é o único músculo próprio do dedo II. É inervado pelo nervo ulnar.

Músculos próprios do dedo V (Figuras 3.48, 3.50).
    O dedo V possui três músculos próprios (M. flexor do dedo V, m. adutor do dedo V, m. separador do dedo V). Os dois primeiros se originam na face palmar do carpo e o terceiro no osso acessório; todos se inserem na falange proximal. São inervados pelo nervo ulnar.

Músculos intrínsecos dos membros torácicos

Músculos da articulação do ombro

Grupo lateral

M. supraespinhal (Fig. 3.43.53.7, 3.83.9, 3.113.14)

M. infraespinhal (Fig. 3.73.113.15)

M. deltoide (Fig. 3.13.53.73.10)

M. redondo menor (Fig. 3.113.15).

Grupo medial

M. subescapular (Fig. 3.123.133.14)

M. coracobraquial (Fig. 3.93.13, 3.14, 3.18, 3.19, 3.20)

M. redondo maior (Fig. 3.123.13, 3.143.15, 3.18)

Músculos da articulação do cotovelo

Grupo cranial

M. braquial (Fig. 3.73.103.16, 3.173.25)

M. bíceps braquial (Fig. 3.133.143.183.19, 3.203.233.37)

Grupo caudal

M. tríceps braquial (Fig. 3.13.73.12, 3.51)

M. ancôneo (Fig. 3.173.203.213.223.25)

M. tensor da fáscia do antebraço (Fig. 3.123.133.37)

Mm. supinadores e pronadores do antebraço

M. braquiorradial (Fig. 3.223.26)

M. supinador (Fig. 3.273.28)

M. pronador redondo (Fig. 3.263.273.283.373.383.44)

M. pronador quadrado (Fig. 3.443.453.48)

Músculos que atuam sobre o carpo e os dedos

Grupo extensor (Fig. 3.223.29)

M. extensor carpo radial 

(Fig. 3.173.223.263.293.303.343.36, 3.52)

M. extensor digital comum 

(Fig. 3.173.223.293.303.313.34)

M. extensor digital lateral 

(Fig. 3.17, 3.223.293.303.313.34)

M. extensor carpo ulnar 

(Fig. 3.17, 3.223.293.303.313.343.35)

M. abdutor longo do dedo I 

(Fig. 3.27, 3.293.313.343.353.36)

M. extensor dos dedos I e II (Fig. 3.273.343.353.36)

Grupo flexor (Fig. 3.373.383.393.43)

M. flexor carpo radial (Fig. 3.373.383.39)

M. flexor digital superficial 

(Fig. 3.323.33, 3.373.383.393.403.413.423.43)

M. flexor carpo ulnar (Fig. 3.373.40, 3.43)

M. flexor digital profundo

(Fig. 3.32, 3.33, 3.37, 3.38, 3.39, 3.42, 3.46, 3.47, 3.48)

Músculos da mão

Músculos comuns

M. interflexor (Fig. 3.47)

Mm. lumbricais (Fig. 3.32, 3.47, 3.48)

Mm. interósseos (Fig. 3.32, 3.33, 3.423.49, 3.50, 3.54)

Músculos próprios dos dedos

Músculos próprios do dedo I (Fig. 3.50)

Músculos próprios do dedo II (Fig. 3.50)

Músculos próprios do dedo V (Fig. 3.48, 3.50)