Siga-nos no Facebook

  • w-facebook

Copyright ©: Los autores

                            Reconocimiento – NoComercial – SinObraDerivada (by-nc-nd)

Este documento está sujeto a una licencia de uso Creative Commons 

Atlas de Anatomia Veterinária

Músculos extrínsecos do globo ocular

Índice de imagens

Os músculos extrínsecos do globo estão rodeados pela periórbita (Figuras 1.18, 1.19, 1.43). Considerados um conjunto, estão dispostos formando um cone cujo ápice está no ápice da órbita ocular e cuja base se encontra no próprio globo ocular (Figuras 1.42, 1.44). Origina-se, com exceção do m. oblíquo ventral, no ápice da órbita ocular, especificamente nas bordas do canal óptico e da fissura orbital. Todos se inserem na túnica fibrosa do olho, próxima à região equatorial do mesmo. São inervados por três nervos craniais: oculomotor, troclear e abducente.

Mm. retos (Figuras 1.44, 1.48)
Os quatro músculos retos (dorsal, ventral, lateral e medial) se originam na borda do canal óptico. Dirigem-se rostralmente onde divergem para terminarem inseridos, à frente do equador, nas zonas dorsal, ventral, lateral e medial, respectivamente, do globo ocular.
Função: Os músculos reto dorsal e reto ventral provocam o giro do globo ocular ao redor de um eixo horizontal que atravessa o equador do mesmo. Os músculos reto lateral e reto medial provocam o giro do globo ocular ao redor de um eixo vertical que atravessa o equador do mesmo.
Inervação: Nervo oculomotor (Mm. retos dorsal, ventral e medial). Nervo abducente (m. reto lateral).


M. retrator do globo ocular (Figuras 1.45, 1.46)
É formado por quatro fascículos que se originam ao redor da fissura orbital e que vão divergindo conforme se aproximam da zona do equador do globo ocular, onde se inserem caudalmente a ele. O músculo retrator do globo se encontra coberto pelos quatro músculos retos e o mesmo cobre, por sua vez, o nervo óptico.
Função: Retrai o globo ocular.
Inervação: Nervo abducente.


M. oblíquo dorsal (Figura 1.47)
Dispõe-se dorsomedialmente ao resto dos músculos oculares. Origina-se no ápice da órbita, na borda do canal óptico. Aproveita a passagem pela tróclea situado na parte dorsomedial da órbita para modificar bruscamente a direção de seu tendão de inserção, que termina no equador do globo abaixo do tendão do músculo reto dorsal.
Função: Provoca o giro do globo ao redor do eixo que atravessa os dois polos do mesmo, de forma que sua parte dorsal se dirige medial e ventralmente.
Inervação: Nervo troclear.

M. oblíquo ventral (Figuras 1.44, 1.48)
Origina-se na parte rostral da fossa pterigopalatina e se insere abaixo do tendão do músculo reto lateral, no equador do globo ocular. É o único componente do grupo que não procede do ápice da órbita e, portanto, não faz parte do cone muscular que se dispõe na órbita ocular.
Função: Provoca a rotação do olho ao redor do eixo que atravessa os dois polos do mesmo, de forma que sua parte ventral se direciona medial e dorsalmente.
Inervação: Nervo oculomotor.

M. levantador da pálpebra superior (Figura 1.49)
Embora esse músculo não pertença, do ponto de vista funcional, ao grupo de músculos extrínsecos do globo ocular, corresponde sim, no entanto, quando avaliado nos pontos de vista ontogênico ou topográfico. Na verdade, origina-se, como a maioria deles, no ápice da órbita. A partir daí se dirige rostralmente, disposto dorsalmente ao músculo reto dorsal, para terminar se inserindo na pálpebra superior. É, portanto, um componente do cone muscular que, coberto pela periórbita, ocupa a cavidade orbital.
Função: Levanta a pálpebra superior.
Inervação: É inervado pelo nervo oculomotor, que é um sinal da relação ontogênica entre esse e outros músculos extrínsecos do globo ocular.

Músculos extrínsecos do globo ocular

Mm. retos (Fig. 1.44, 1.48)

M. retrator do globo ocular (Fig. 1.45, 1.46)

M. oblíquo dorsal (Fig. 1.47)

M. oblíquo ventral (Fig. 1.44, 1.48)

M. levantador da pálpebra superior (Fig. 1.49)